A escolha dos livros que lemos e estudamos nunca é neutra.
Ao longo da história, a formação dos acervos literários e das listas de exames vestibulares esteve diretamente atrelada a estruturas de poder que silenciaram ou marginalizaram vozes femininas, negras e regionais. Ler mulheres — em sua diversidade de origens, corpos e territórios — é, portanto, um ato político de descolonização do pensamento e de disputa pela memória coletiva.
Para os estudantes que buscam não apenas responder a exigências acadêmicas e vestibulares, mas também compreender as contradições do mundo contemporâneo, a literatura se coloca como uma ferramenta fundamental de emancipação. Ela nos convoca a estranhar as certezas, questionar as opressões e desenvolver a empatia crítica diante do social.
Com o objetivo de oferecer um itinerário de leitura que ajude você nesta jornada, organizei uma lista com vários títulos de escritoras fundamentais para sua formação leitora e crítica.
Vamos lá?





